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Curió
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Nome Científico:
Oryzoborus angolensis.
Nome Comum:
Avinhado.
Distribuição:
Ocorre em todos as regiões do Brasil.
Habitat:
Vive à beira da mata e pântanos, na procura de sementes
de tiririca (Cyperus rotundus).
Características:
13,0cm de comprimento.
Seu canto lembra o som de um violino. Existe uma grande
variedade de cantos de curió, e cada região do Brasil possui
sua preferência: em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, o
canto Paracambi; em São Paulo, o Praia Grande; no Maranhão,
o Timbira; em Pernambuco, o Vivitetéo; na Paraíba, o Vovoviu.
É atualmente o pássaro canoro mais cobiçado do país, sendo
que o valor de um curió-campeão pode ser superior ao de
um carro 0km!
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| Hábito alimentar |
Granívoro. |
Vegetais |
Milho
verde em espiga ocasionalmente, sendo retirado da
gaiola após 30 minutos. |
| Sementes |
Diariamente
a mistura: 70% de alpiste, 20% de painço branco,
10% de painço verde. Ocasionalmente e em pequenas
quantidades painço português, senha, milheto, quirera
de milho, arroz com casca, níger e aveia. |
Farinhada
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Oferecer
diariamente, para todos os pássaros um comedouro
tipo "unha" da seguinte mistura: 70% de
flocos de milho pré-cozidos (ex: milharina, polentina),
15% de gérmen de trigo e 15% de proteína de soja
texturizada. Fêmeas com filhotes devem receber um
comedouro/filhote. |
| Água |
Filtrada,
renovada diariamente, em bebedouro limpo. |
Poli-vitamínico |
3
vezes por semana, no bebedouro. |
| Alimento
vivo |
Oferecer
para cada fêmea com filhotes cerca de 5 larvas de
Tenebrio molitor/dia/filhote. |
Areia |
Limpa,
esterilizada, podendo ser fornecida junto com um
complexo mineral. |
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Reprodução: Macho e fêmea não devem viver
juntos. Primeiro por terem um acentuado instinto territorialista,
podendo ocorrer brigas sérias. Depois, mesmo que não briguem,
perdem o interesse mútuo e não acasalam. Eles só devem
ficar na mesma gaiola na época de reprodução, e mesmo
assim apenas pelo tempo que durar a cópula. Mesmo na fase
reprodutiva, não basta juntar o casal: eles precisam namorar.
Mas há um detalhe: não podem se ver, só se ouvir. A técnica
mais usada para o "romance" dar certo, idealizada
pelo criador Marcílio Picinini (Matias Barbosa - MG),
consiste em se deixar macho e fêmea em gaiolas individuais,
separadas por uma barreira visual (ex: madeira, papelão).
Há vários sinais que indicam ter chegado o momento do
acasalamento: a fêmea vai ao ninho constantemente, se
move muito, carrega ciscos de sisal (a colocação de feixes
de pedaços de sisal na gaiola estimula a fêmea a preparar
o ninho) e aumenta o consumo de água. Quando a fêmea começa
a abaixar quando vê o macho (solicitar a cópula), deve-se
abrir o passador lateral existente nas gaiolas para o
macho entrar na ala da fêmea. Assim que for realizada
a cópula, o macho deve ser cuidadosamente induzido à retornar
a sua própria gaiola, e novamente deve ser colocada a
barreira visual. Duas cópulas são suficientes para fertilizar
todos os ovos de uma postura.
| Período
de reprodução |
Primavera
e verão. |
Gaiola do
reprodutor |
29cm
de comp. x 35cm de alt. x 25cm de larg. |
| Período
de descanso |
Outono
e inverno. |
Gaiola da
matriz |
58cm
de comp. x 35cm de alt. x 25cm de larg., com divisória
para separar a fêmea dos filhotes no momento certo. |
| Fêmeas e
filhotes |
Fêmeas
e filhotes são pardos. Os filhotes machos começam
a adquirir a plumagem de adulto por volta dos 12
meses de idade. |
Ninho |
Tipo
taça, feito em arame e bucha vegetal (Luffa
cylindrica), com 5,5cm de diâmetro e 3,5cm
de profundidade. |
| Maturidade
sexual |
Machos,
de 12-18 meses e fêmeas, de 8-12 meses. |
Material
p/ ninho |
Fibra
de sisal. |
| Incubação |
3
a 5 posturas por temporada, 2 a 3 ovos/postura,
13 dias de incubação, podendo os filhotes serem
separados da mãe aos 35-40 dias de idade. |
Anel |
No.
2. |
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